Design: Ser ou não ser

Na Rangabuana, bebemos de diversas fontes para construir um discurso de marca. O que você vê, ouve, sente e intui ao ver uma logo, ao pronunciar seu nome, é fruto de uma percepção, de um mergulho que, dependendo da necessidade de pesquisa, transborda fronteiras e vai parar em outros territórios de sentidos.

Uma das fontes que amamos é o teatro. O discurso da cena, ao contrário do que se imagina, é construído de verdades, e não mentiras (gente de mentira contando a verdade, num mundo de verdade povoado de mentirosos – trecho Conselho de Classe, do autor Jô Bilac). O que aprendemos com o teatro é o valor de cada elemento para a composição do todo, e o poder da síntese para disparar a imaginação do público. No cinema, para ir ao Egito, é preciso um bom investimento em efeitos especiais e sonoros. No teatro, uma pequena pirâmide na palma da mão de uma atriz que proclama, com verdade, que é Cleópatra, já diz tudo.

Verdade e síntese. Não é assim que uma boa logo funciona? Um pequeno traço que faz viajar, uma cor que provê uma certeza, a vogal certa na hora certa para abrir a boca e o coração do público. Sim, estudamos o valor acústico de cada vogal e consoante para desenvolver nomes. O que abre e o que fecha os sentidos. O que conduz à imaginação e o que faz o olho brilhar. A luz e a sombra. A hora certa de abrir as cortinas. Os três sinais teasers.

Shakespeare, que ultrapassou as fronteiras do tempo e espaço e se comunica com toda a humanidade, versa que o mundo inteiro é um palco. E nada entra em cena impunemente. Tudo é escolha. E a Rangabuana, na interseção arte e design, escolhe a verdade da cena e do traço.